martes, 29 de xuño de 2010

Dous diíñas aló

 Estou xa de volta, consagrado á escapada turca e a súa interminable danza de hoteis e tarifas. Desde que voltei o Domingo non deixo de escoitar crónicas e louvanzas do peplum, e até a miña mai ameaza con vestirse de matrona para o ano que vén.
A cadela, que quedou con eles a proba e durmiu civilizadamente na cociña, recibiume exultante, cuns espasmos e convulsións entre orgásmicos e epilépticos (en calquera caso, moi esdrúxulos) pero que non deixan dúbida á máis prolongada convivencia xunto deles a semana próxima, na escapada turca.
Atrás restan os dous diíñas na Comarca xunto aos Haddock: houbo poucas fotos (non moitas máis que a da illa de San Simón desde Cesantes que ilustra o post), moita calor e poucas visitas, pero por contra non houbo xantar ou cea que non acompañasen pementiños de Padrón, adicción que comparto coa señora Haddock, algún cigarriño, e laretadas sobre cousas e persoas de antes e de agora. A noite do Sábado, no local do Albanés, unha discusión con Al sobre cine americano e non tan americano aderezada con queixo e embutidos recargoume as baterías; tanto foi así que, ás tres da madrugada, na Verdura e galopando en pintas de cervexa sobre montes de amendoíns, deixamos que Pánzer, o friki dos xogos de rol e as miniaturas bélicas, nos falase de foros, pontificase para nós sobre as súas series favoritas e, espectador total, acabase rindo el mesmo das secuencias que contaba; camiño da casa, Haddock maliciosamente explicaba o entusiasmo adolescente de Pánzer por divinizar o prota de Californication: se puidese, Pánzer tamén a andaría metendo todo o tempo por aí, en cada oco, cona ou becho que se lle puxese a tiro.
Domingo ao xantar, comendo xoubiñas no forno da Leña, fixemos por harmonizar calendarios: imposible; a miña viaxe, a deles, as estadías non coincidentes das nosas respectivas fillas, e até algún casamento por aí fóra complican até o infinito a programación de visitas que, sen embargo, serán máis factibles sobre o terreo, pouco a pouco.
A amizade, sen dúbida, é este retomar sen esforzo conversas que iniciamos a última vez que nos vimos.

venres, 25 de xuño de 2010

Exilio

Arder arderá, pero a min vaime pillar lonxe.
Efectivamente, o centro da cidade converteuse no decorado dun peplum de medio pelo, hai teas vermellas e colgarexos inverosímiles nas fachadas, as tendas e almacéns fan negocio poñendo a xente á moda de Roma, anúncianse casamentos celtas, a radio informa do cambio de euros a denarios e até o noso alcalde saiu na prensa caricaturizado de Nerón ou algo.
Que ninguén me busque vestido de senador, centurión, matrona, escravo, resistente castrexo, invasor normando ou meretriz por estas rúas porque non hei de estar, nin siquera coma o romano do futuro que son.
Arda Lucus, que eu, xa queimado, marcho hoxe a visitar a Haddock. Ave!

martes, 22 de xuño de 2010

Dez


 A nena hoxe fai dez anos, e o orgullo case non me colle a min no peito.
Parabéns, meu amoriño, e que todo vaia como até agora: que a vida che dea canto desexes, que nunca desapareza esa curiosidade fulgurante dos teus ollos, e que o mundo que máis amo siga sendo como ti o ves.

luns, 21 de xuño de 2010

Brevemente


1. Até hai un par de días non sabía o que eran as vuvuzelas (ou como queira que se escriba); agora que o sei creo que non perdía nada vivindo na ignorancia.

2. Seguindo a tradición, afogo nun mar de exames mentres dou grazas á divindade ou á evolución que me fixeron inmune ao fuchibou, o que me permite adicarme sen remorsos ao labor de corrixir, ese pracer do intelecto.

3. Escolmo dun dos exames a seguinte frase que ilustra o significado de dúas locucións latinas: Xuro per capita da miña mai que meu pai non é a vox populi da nosa casa. Non se pode negar que é desacougante; a autora, unha alumna de 4º de ESO, non.

4. Erg e Cam rin a esgalla cando llelo conto; Erg dime despois que mañá ao serán teñen o último ensaio, que bailarán un foxtrot, que Polis até alugou un frac na Coruña para ir coma un príncipe, e que eu non poderei meterme no local para axexar aínda que tivese máis disfraces que Mortadelo.

5. O ciclo termina, unha vez máis, e este ano estou probablemente máis canso que nunca, como sempre. En poucos días entregareime á inactividade total até a aventura turca.

venres, 18 de xuño de 2010

Saramago



Coa morte hoxe de José Saramago apágase unha voz que aínda ecoa no profundo de todos nós. Coherente e comprometido, de prosa elegante e minuciosa, capaz como poucos de xerar ternura e de facernos mellores cos seus libros.
De todos os textos posibles cos que lle render homenaxe, escollo o que máis xustamente o representa: é o comezo do discurso de aceptación do Nobel, cando diante dos reis de Suecia e dos outros premiados lembrou a humildade da súa orixe e deu novamente á vida para os que o ouvimos aqueles seus avós, os inolvidables Jerónimo e Josefa, coitados.

Sabemos que desde hoxe volverá durmir ao pé deles, na calidez dunha noite chea de estrelas.

De como a personagem foi mestre e o autor seu aprendiz

O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever. Às quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia, Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo. Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animaizinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de bom carácter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável. Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que accionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algunas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira." Havia outras duas figueiras, mas aquela, certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre, era, para todas as pessoas da casa, a figueira. Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos depois viria a conhecer e a saber o que significava... No meio da paz nocturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direcção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo, surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago, como ainda lhe chamávamos na aldeia. Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as histórias e os casos que o meu avô ia contando: lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas, zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava. Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calculadamente metia no relato: "E depois?" Talvez repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer, quer fosse para as enriquecer com peripécias novas. Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo. Quando, à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros me despertava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os seus animais, deixando-me a dormir. Então levantava-me, dobrava a manta e, descalço (na aldeia andei sempre descalço até aos 14 anos), ainda com palhas agarradas ao cabelo, passava da parte cultivada do quintal para a outra onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa. Minha avó, já a pé antes do meu avô, punha-me na frente uma grande tijela de café com pedaços de pão e perguntava-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava algum mau sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me tranquilizava : "Não faças caso, em sonhos não há firmeza". Pensava então que a minha avó, embora fosse também uma mulher muito sábia, não alcançava as alturas do meu avô, esse que, deitado debaixo da figueira, tendo ao lado o neto José, era capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quanto o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa não podería significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada. Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprios filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver.

xoves, 17 de xuño de 2010

Contra a impunidade

Destacadas personalidades do mundo da literatura, a música e o cine ceden as súas voces a vítimas da guerra civil e o franquismo. Asasinados ou executados sen unha acusación formal, sen un xuízo xusto, sen unha tumba digna, seguen esperando unha resposta.
Canto tempo máis seguiremos negándollela?

mércores, 16 de xuño de 2010

Ás voltas

Ando ás voltas para ver a segunda peli das catro de Nova York.
Tentei baixala, como coa outra, pero saíume un enxendro fantasmal: había manchas e sombras a movérense pola pantalla, falando con ecos de túnel ou de cova, e así non presta, francamente.
Penso no cine, en ir polo legal para vela ao grande e (supoño) sen 3D; por non ir só, fago unha sondaxe pola contorna e resulta que as miñas candidatas ou se mostran frías coa idea ao renegaren da serie ou están en pleno visionado dos capítulos que eu mesmo lles fornecín meses atrás, e non se queren anticipar.
Réstame daquela agardar que Teddy veña a Ithaca, ir a Delfos e convencer a Calmo, ou ben telefonar a Polis, o desaparecido, que cando llo propoño xa se me pecha en banda: dime que está estupendamente, mellor que nunca, pero que non lle vaia falando nin de samanthas nin de días do espectador porque agora non é quen de pensar en nada que non sexan os seus ensaios.
O fin do curso é para todos, e na academia de baile os aprendices practican sen descanso, coma galeotes, para o espectáculo final.

luns, 14 de xuño de 2010

Alicia, de Tim Burton

Sempre hai unha primeira vez para todo. Para que conste, o Sábado á tarde a señorita Kaplan (a quen por certo lle tremían as pernas cando entramos) e eu asistimos á nosa primeira proxección cinematográfica en tres dimensións: a Alicia de Tim Burton, incuestionablemente del e non tanto do reverendo, e na que a escape (nesta peli todos corren) recoñecín sabores doutras películas, coma un dejà vu.
Esta vez levábamos víveres do super, e de cando en vez na penumbra da sala vacía (só éramos seis espectadores coas nosas respectivas gafas), a nena e eu ollabámonos através daqueles óculos como de buzo ou astronauta.
A película gustoume, en xeral, pero o das tres dimensións pareceume un pouco claustrofóbico e completamente innecesario e prescindible; en resumo, unha moda pasaxeira.
Sei que isto mesmo xa antes o dixeron do cine sonoro e logo do colorín, pero así e todo eu voume arriscar a deixalo por escrito.

sábado, 12 de xuño de 2010

Conciencia europea

Outro vídeo, directamente desde a miña arca de correo electrónico ás conciencias de todos os europeos de ben: a intervención de Daniel Cohn-Bendit no Parlamento Europeo sobre a axuda económica a Grecia.
Quen mo manda tamén escribiu: Xa que os medios de masas non o difunden, para que estamos nós?

xoves, 10 de xuño de 2010

Onde, cando

É ben sabido que a quen máis madruga máis cedo lle devolve Facenda, e eu xa teño ingresada a pasta; é máis, dividín o botín en tres partes (non necesariamente iguais): cunha delas comprei aos meus socios un novo pedazo do tobo, talvez a parede que teño ao lado e me separa dos viciños ou o alicatado da cociña ou a tarima do chan; a segunda está destinada a seguir o precepto bíblico de medrar e multiplicarse, se ben é certo que con todas as cautelas; coa terceira parte pagarei a vacacións.
Cando xantei con Teddy o Luns só tíñamos certo onde non íamos ir: a barbarie e os odiosos procedementos dos israelitas contra Gaza disolveran o proxecto de coñecermos Xerusalén. Está claro que non se pode chamar ao boicot contra Israel e logo cometer a indignidade de viaxar alí, facendo gasto nos seus hoteis, comprando nas súas tendas e paseando polas ruelas da Cidade Vella como se se tratase dun país amigable.
Así que en canto montei no coche de Teddy xa lle adiantei que lle ía facer unha oferta que non podería rexeitar, e así foi; leveille tamén unha guía, é certo que un pouco anticuada, para que vaia estudando os nomes das comidas e como saudar e agradecer en lingua turca, que se pode visitar e como funcionan os transportes en Bizancio.
Se o onde parece estar resolto, o cando segue a ser un enigma: todos os anos, os pais da señorita Kaplan organízanse para as vacacións, pero esta vez estamos pendentes das datas dun curso que a Consellería concedeu á miña ex, polo que hai que esperar.
Teddy acepta sen obxeccións: a fin de contas, o retraso da nosa fuga turca non ten por que invadir os prazos das verdadeiras vacacións del, as de finais de Agosto con Deni ás praias deste lado do Mediterráneo.
Polo momento, e sen moita urxencia, cómpre ir ao fotógrafo e renovar o pasaporte.

martes, 8 de xuño de 2010

Lost

Hai un par de semanas ou así que o lector de MP3 está desaparecido. Dá igual buscalo polas gavetas, nos petos dos pantalóns, baixo da cama ou entre os exames que fermentan riba da mesa: non aparece por ningures e iso desespérame.
De cando en vez volvo os ollos á cadela, tranquilamente durmida aos pés; debe notar que sospeito dela, porque tamén de cando en vez olla para min un pouco perplexa e volve adormecer. Cústame reprimir a tentación de achegarlle a orella ao lombo peludo, por se dou escoitado ao lonxe a Raíña da Noite ou os ecos de Corcobado.
Se pasou o que creo que pasou, a estas alturas xa nada restará xa do aparello, moito menos de Luz Casal, de Billie Holliday ou dos catro de Liverpool.

domingo, 6 de xuño de 2010

Evidencias

Cada mañá, a economía achégase a tomar café connosco, unhas veces nos bicos dos pés e outras atropeladamente; Venres, ademais, apareceu collendo da man á folga da semana que vén, que segundo confesamos sucesivamente ningún de nós secundará.
A diferenza doutras veces, esta ninguén se xustifica con renovacións de cociñas nin traumáticas experiencias doutrora; da dereita á esquerda, desde Chicles no Pelo á ultimamente moi combativa Erg, ninguén está disposto a parar a estas alturas de curso, a asumir un desconto antes da redución de salario, a protestar polo que non ten remedio.
Iso si, que se propoña eliminar as viaxes de vellos España adiante con subvención do Estado, que alguén descubra que mesmo tras o divorcio os ex cónxuxes seguen con dereito a parte da pensión do falecido, e que até se lembren os centos de millóns de pesetas que non foron cambiadas por euros, son evidencias de que a xente anda á rebusca do que se pode recortar antes de empezar a vender as alfombras e a prata.
Como aportación, eu anuncio que de momento xa me dei de baixa da televisión por cabo.

venres, 4 de xuño de 2010

Blanche

A señorita Kaplan chamou despois de cear para contarme que nos informativos deran a noticia da morte dunha das raparigas de ouro, a serie que a ela nunca lle apetecía ver e que agora lle pesa non ter visto despois do que dixeron dela na televisión.
Nun tempo seguín a serie fielmente e con entusiasmo, supoño que como todo o mundo. Eu era máis da retranca de Dorothy e Sophia que da tolada picante de Blanche e o off-side de Rose (apesar de que esta última sempre me lembrou a Tere Holmes, coitada, co seu aquel de non matar unha mosca).
Dígolle á nena que non se preocupe, que xa veremos a serie cando veña, eses capítulos que teño enlatados e outros que ben darei baixado daquí ás vacacións, para que poida coñecer os ires e vires das catro na casa que compartían, entre batas de cetín con grandes ombreiras, peiteados a golpe de laca e ironía a moreas.
Tamén lle digo que ás veces se parecían bastante ás nosas tías O. e G., salvo, claro está, no de viviren en Florida.

xoves, 3 de xuño de 2010

Being Bean

Esta viñeta de Kiko da Silva, inicialmente publicada na revista Retranca e posteriormente no boletín do ENDL dun colexio de Tui, disque provocou unha reacción en cadea con demasiada aparencia de censura. Dramatis personae: un pai iracundo, un director obtuso e hamletiano, un mestre comprometido e pertinaz, e por último a santa inspección no seu papel de cerbero da ortodoxia e defensora de ás veces non se sabe ben o que.

Os detalles aquí, aquí e aquí.

martes, 1 de xuño de 2010

Sete rarezas sete

Benzóns aos memes, que axudan a aturar a carga das actualizacións en tempadas de vacas fracas e secas pertinaces.
Este co que inauguro Xuño collinllo á querida Noe Pastor, e antes de que haxa estampida xa adianto que non encomendarei a ninguén que responda se non quere.
Disque hai que contar sete rarezas propias (o que non negarei ter feito antes: se alguén descobre que me repito e teimo nas mesmas, acepte as miñas desculpas anticipadas e teña a ben abandonar Ithaca sen ruído).
Non sei se hai que lle adicar o post a alguén raro-raro, como ela fai; por se cómpre, adicaréillelo aos teletubbies e á aspiradora con vida propia que coida deles, en lembranza daquelas interminables merendas da señorita Kaplan.
1. Pásoo de medo respostando memes, proba do cal é este mesmo blogue, que está inzado deles. Pouco a pouco funme decatando de que non todo o mundo pensa igual, así que agora tento non meter a xente en compromisos.

2. Sempre que escoito a información do tráfico pola radio fágome a promesa de ir coñecer algún día lugares tan exóticos e atoados como La Gota de Leche, os accesos a Rivas-Vaciamadrid, La Cuesta de los Dominicos ou esa invariable capital malacitana.

3. Son especialmente rariño no que atinxe ao móbil: esquezo recargalo, levalo comigo, conectalo; pode durmir durante días no coche ou quedar sen batería sen eu sabelo. Sábeno os que me coñecen ben, aínda que non o entenden, pero con frecuencia acabo tendo que dar explicacións e xurando que se non devolvo as chamadas é máis por non saber que por non querer.

4. Odio perder o tempo nunha perruquería a cortar o pelo, odio barbearme, odio ir comprar roupa, odio deitarme ao sol nunha praia: así e todo, sen considerarme un adonis, tampouco me considero un adán.

5. Non son un varón convencional, se por tal entendemos que se me supoñen as habilidades dun marido tradicional: non entendo de mecánica automobilística, odio a trade furadora, os parafusos, chaves inglesas, conexións, motores, martelos, caravillas, e desde logo os electrodomésticos avariados. Evidentemente, non serei eu quen pase os últimos anos a ollar as oscilacións dos guindastres nas obras.

6. Chamarlle pracer poder ser excesivo, pero gústame baixar o lixo; ademais, levar o papel a reciclar, o vidro ao seu contentor, as pilas ao delas, os medicamentos caducados á farmacia e demais fai que me sinta encaixado nunha enorme engrenaxe social, e iso encántame.

7. Soará herético, pero eu son de versión orixinal subtitulada só cando non hai máis remedio: considero que unha boa dobraxe enriquece calquera película, que o director non concibiu a película con texto, e que mentres un está a ler deixa de atender os detalles visuais que si puxo o director; desprécenme os puristas, pero algunhas voces de dobraxe dos 60 e 70 até conseguen poñerme de bon humor.

Indignidade